Sem combinar, os dois erguem os olhos bem lentamente e se
fixam um no outro, seus lábios estavam a poucos centímetros de serem tocados.
Cristiano pega em seu rosto com delicadeza, Allana fecha os
olhos lentamente, então com os olhos fechados, ele roça com carinho o nariz no
rosto dela para depois explorar aqueles lábios pequenos e saborosos com os
seus.
Minutos depois quando eles se distanciam, eles passam a se
encarar.
Por um momento eles ficaram constrangidos, mas logo
Cristiano quebra esse clima dizendo:
- Vamos dar uma caminhada.
- Vamos dar uma caminhada.
Eles caminhavam alegremente pelo parque e conversavam
descontraidamente.
- Você está gostando do seu novo emprego? – indagou ele.
- Muito, eu só espero permanecer por muito tempo lá. – disse
ela.
- Pode ter certeza de que ficara por muito tempo lá conosco,
porque você é uma garota competente, inteligente, simpática e muito bonita.
Allana sentiu-se ruborizar com tantos elogios e baixou a
cabeça dizendo:
- Por que você está me dizendo tudo isso? Você não me
conhece direito.
Cristiano olhou de um jeito carinhoso para ela e sorriu.
- Eu não preciso conhecê-la tão bem para saber o quanto você
é tudo isso e muito mais, basta apenas olhar para essa carinha de anjo.
- Nossa! Muito obrigada, você me deixou até sem graça. –
Allana murmurou de cabeça baixa envergonhada.
- E você, faz muito tempo que trabalha na empresa? –
perguntou ela após alguns minutos.
- Dois anos.
- Nossa! Já faz dois anos? – indagou surpresa.
- Sim, dois anos. O tempo passa voando. – disse ele
lembrando do seu primeiro dia de trabalho.
Enquanto caminhavam, Cristiano tocou na mão direita dela,
duas vezes sem querer.
- Vamos tomar um sorvete. – Cristiano acenou para o
sorveteiro que estava passando por ali.
- Bom, agora eu acho que é a minha vez de contar um pouco da
minha história para você.
– disse ele, dando uma mordida em seu sorvete de coco logo em seguida.
– disse ele, dando uma mordida em seu sorvete de coco logo em seguida.
- Eu adoraria ouvi-lo.
- Eu perdi meus pais Renato e Carla em um incêndio em minha
própria casa.
Havia uma queimada por perto, o fogo se alastrou para dentro queimando umas das cortinas, assim iniciando o incêndio e deixando a residência em chamas. Meus pais tentaram sair más o fogo impediu a saída.
Eu estava no colégio quando a tragédia aconteceu. Recebi um comunicado da diretora dizendo que os meus pais haviam morrido por conta de um incêndio.
Havia uma queimada por perto, o fogo se alastrou para dentro queimando umas das cortinas, assim iniciando o incêndio e deixando a residência em chamas. Meus pais tentaram sair más o fogo impediu a saída.
Eu estava no colégio quando a tragédia aconteceu. Recebi um comunicado da diretora dizendo que os meus pais haviam morrido por conta de um incêndio.
- Que tragédia meu Deus! – murmurou ela ainda não
acreditando no que acabou de ouvir.
Cristiano parou de caminhar, fechou os olhos e respirou
fundo.
Percebendo que ele não estava nada bem, ela pegou em sua mão
direita e acariciou-a enquanto olhava em seus olhos com dó e ao mesmo tempo com
ternura, minutos depois, ela levou a mão dele aos lábios e beijou-a com
carinho.
Cristiano sorriu e acariciou- lhe os cabelos.
- Eu sinto muito. – murmurou ela olhando em seus olhos e em
seguida o abraçou.
Beatriz caminha distraidamente por ali quando de repente
avista um casal de namorados abraçados.
Aquela ali é a fresca da Allana? – pensou enquanto olhava
para o casal disfarçadamente.
Minutos depois, o casal tinham se distanciado e ela
confirmou sua suspeita.
Ela não estava acreditando no que os seus olhos estavam
vendo.
Rapidamente ela se escondeu atrás de uma árvore para não ser
vista pelos dois e de lá continuou observando-os.
- Cristiano, o que essa garota está fazendo ao seu lado? E
por que você está chorando desse jeito, o que ela te fez?
Cristiano olhava para Allana com um semblante de preocupação,
ele estava amargurado, dos seus olhos caíam lágrimas amargas de dor, Allana
falava alguma coisa para ele enquanto enxugava as lágrimas dele com carinho.
Beatriz sentiu seu sangue ferver nas veias vendo aquela
cena, sua respiração estava incontrolável, seus olhos estavam na direção dela
soltando faísca.
Ela estava querendo correr para pegá-la pelos cabelos e
jogá-la com tudo no chão, más ao invés de fazer isso, ela preferiu ficar a onde
estava escondida, só observando-os.
Os momentos de tristeza pareciam ter passado rápido, agora
eles estavam conversando descontraidamente e dando gostosas gargalhadas para a
raiva e desespero de Beatriz.
Por que eles estão tão animados? O que tanto eles conversam?
Ah! Garotinha, é melhor você largar dele se você não quiser que eu arrebente a
sua carinha de anjo. – pensou Beatriz cheia de fúria, com os olhos fumegando de
raiva.
Quando Beatriz percebeu ele acariciando com doçura o rosto
daquela víbora, ela ameaçou dar um passo, más resolveu esperar mais um pouco,
ainda não estava na hora de agir. Além do mais, ela precisava pensar o que ia
fazer.
Então começou a elaborar um plano.
Minutos depois, lá estava Beatriz ainda no mesmo lugar
lançando um olhar de perigo e dando um sorrisinho sarcástico para Allana, para
depois contra-atacar.
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