quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Capítulo 26 - Passado Que Fere


Allana só precisava de quinze minutos para ficar pronta.
Quando se olhou no espelho, sorriu satisfeita, ela tinha gostado do traje que escolheu: blusa de crepe branca, levemente transparente, calça jeans e um par de sapatos de salto alto, os cabelos estavam soltos e ela usava uma leve maquiagem. Assim que tocou no rosto, perdeu o sorriso dos lábios ficando séria e triste, más logo se recompôs e voltou a sorrir para a sua imagem refletida no espelho, depois pegou a bolsa que estava em cima da cama, apagou a luz, saiu do quarto, respirou fundo e começou a descer as escadas.
Assim que ouviu passos na escada, Cristiano virou-se e quando a viu descendo elegantemente ele sorriu.
 Ela fica tão linda usando uma simples roupa, toda arrumada então, ela parece uma verdadeira gata. – pensou ele.
Quando ela estava nos últimos degraus, Cristiano caminhou até a escada e estendeu a mão ajudando-a a descer.
- Muito obrigada. – agradeceu ela passando a mão nos cabelos um pouco nervosa. – Eu espero não tê-lo feito esperar muito.
- Nem um pouco. – respondeu sorrindo para ela em seguida. – Podemos ir?
- Quando você quiser.
Estava uma noite maravilhosa, estrelas eram vistas no céu.
Logo que estacionou o carro após chegarem, Cristiano desceu do veículo, foi até o lado do passageiro, abriu a porta, pegou em sua mão e ajudou-a a descer.
- Obrigada. – ela agradeceu.
Assim que entraram, eles se depararam com uma dupla ao fundo tocando sertanejo.
Após se acomodarem, um garçom veio até eles.
- Boa noite. – cumprimentou todo simpático entregando-lhe os cardápios.
- Boa noite. – cumprimentou os dois sendo simpáticos também.
Quando o garçom se retirou, a música tinha acabado e todos aplaudiram, inclusive eles.
Logo em seguida, Cristiano pegou uns dos cardápios e abriu-o, Allana preferiu admirar o ambiente antes de abrir o seu.
Primeiramente Allana deu uma olhada na dupla de jovens que já começava a tocar outra música, em seguida reparou que todas as mesas já estavam cheias, minutos depois ela sente um cheiro gostoso de carne sendo preparada. Quando olha para o seu lado direito, ela avista uma mesa grande com uma toalha branca contendo diversos tipos de saladas.
Minutos depois ela pega o cardápio e abre.
Assim que avista o garçom, Cristiano acena com a mão. Quando ele vai a mesa deles, Cristiano faz o pedido.
Minutos depois ele volta trazendo dois pratos, talheres, copos e guardanapos.
- Eu vou me servir um pouco de salada Cristiano. – ela disse assim que o garçom se retirou.           
- Você quer que eu traga um pouco para você? – ela perguntou em seguida.
- Não precisa boneca. Fique a vontade. Quando você voltar eu irei me servir. – disse dando um sorriso em seguida, Allana retribuiu o sorriso, pediu licença e foi se servir.
Logo que ela saiu, o garçom chegou trazendo uma jarra pequena de suco de coco que eles haviam pedido.
- Obrigado. – agradeceu ele.
                                                                        ...
- Então Brenda, você falou com a Beatriz? – indagou Talita enquanto puxava a cadeira e se sentava.
- Falei, más ela não vai poder ir ao clube no sábado com a gente, ela me disse que tinha um compromisso.
- E esse compromisso tem a ver com o Cristiano? – Talita indagou baixinho impaciente.
- Más é lógico que sim. – afirmou Brenda dando um sorriso sínico para a amiga.
- Meu Deus! Essa Beatriz não toma jeito mesmo. Será que ela não vai cansar nunca de ficar atrás dele? Ele não está nem ai para ela.
- Não, ela nunca irá desistir dele, e ela ainda vai fazer ele se ajoelhar ao seus pés, você vai ver.
- Eu duvido que ela consiga.
- Vai conseguir sim querida. – Brenda disse de um jeito irônico.
Enquanto isso na mesa ao lado das duas, Cristiano e Allana conversavam animados e descontraídos enquanto saboreavam suas refeições.
- Qual é o seu gênero de filme preferido? – indagou ele, más antes que ela pudesse responder, ele disse divertido: - Espere, não responda ainda, eu vou tentar adivinhar.
- Eu duvido que você acerte. – desafiou ela brincando.
Ele deu uma olhadinha de lado para ela e semicerrou os olhos.
- Hum! Deixe-me pensar... romance, acertei?
- Como que você adivinhou? – indagou surpresa.
- Eu tenho uma bola de cristal. – disse rindo em seguida.
- Seu bobo. – brincou ela rindo também. – Agora é a minha vez de adivinhar qual o seu gênero de filme preferido.
- Hum! É muito difícil, eu duvido que você acerte. – disse ele e em seguida voltou a comer.
Sem desgrudar o olhar do dele, Allana bebeu um pouco do seu suco enquanto pensava.
- Para começar vocês homens não são nada românticos e muito menos entendem de romances, então esse gênero está descartado. – disse por fim.
- Espere um pouquinho. – ele interrompeu. – Que história é essa de que nós homens não somos nada românticos e principalmente de que não entendemos do assunto?
Allana começou a rir pela maneira engraçada de como ele falou. Quando ela começou a falar, ele a interrompeu novamente.
- Quer dizer que os homens que mandam flores para as suas namoradas ou ficantes não são nada românticos?
- Bem... tecnicamente falando...não. – ela respondeu com um jeitinho meigo virando a cabeça um pouco de lado e com os olhos um pouco fechados que fez o coração dele se derreter.
A vontade que tinha de beijá-la era enorme.
- Que maldade. – sussurrou de brincadeira fingindo estar desanimado.
Cristiano voltou a comer e brincando a ignorou completamente.
Allana olhou para ele e começou a rir.
Minutos depois, sem erguer a cabeça, ele a olhou de relance e deu um sorrisinho.
- Eu estou começando a achar que você jogou fora as rosas que ganhou. – disse de repente.
Quando Cristiano disse isso, Allana começou a lembrar de quando recebeu as rosas dos rapazes em seu segundo dia de trabalho.
No fim do expediente, assim que Beatriz foi embora, Isabella falou para Allana ficar um pouco mais.
Allana colocou a bolsa que segurava em cima do balcão e quando virou-se, lá estavam os rapazes olhando-a com um certo charme em seus olhos e com um sorriso sedutor nos lábios, segurando uma rosa vermelha na mão.

Isso a pegou de surpresa, foi a coisa mais linda que ela já viu.

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