Cristiano estava na
sala de espera do hospital sentado impaciente. Ora passava as mãos no rosto,
minutos depois nos cabelos e em seguida no rosto novamente demonstrando muito
nervosismo.
Já fazia um tempo que Allana estava na enfermaria e nem um
médico veio lhe informar como ela estava e isso o deixava agoniado e irritado.
Horas depois, quando ele à vê saindo da enfermaria na
cadeira de rodas, sente o coração bater descompassadamente assim que olha em
sua direção e percebe que ela está abatida. Ele tentou se aproximar dela, más
não conseguiu, a doutora havia levado ela em seguida para a sala de
radiografia.
Ótimo! E eu aqui sem notícias? – pensou ele se sentando em
seguida e se segurando para não perder a paciência.
Como isso foi acontecer meu Deus? Como ela caiu? Alguém a
empurrou? Más quem? Ela estava bem ao meu lado, como eu não consegui evitar que
acontece-se uma coisa dessa? E quem faria uma coisa dessa com ela?
De repente em câmera lenta veio em sua mente o momento em
que ela , caída no chão, virou o rosto para o outro lado enquanto tentava
acordar, revelando o terrível cortes que fez do lado direito e também na testa.
Cristiano levantou-se um pouco apavorado ao se lembrar dessa
cena e começou a andar de um lado para o outro da sala enquanto mordia com
força o lábio inferior.
Voltando a se sentar novamente no sofá, Cristiano apoiou os
cotovelos nos joelhos, colocou as mãos no rosto e voltou a pensar.
Meu Deus, o lado do rosto direito dela estava todo cortado e
sangrava muito, parecia que ela havia caído em cima de uns cacos de vidro.
Voltando a se endireitar no sofá continuou a pensar: dessa
vez ficou horrorizado quando se lembrou, mas não demonstrou.
Ela havia sim caído em cima dos cacos de vidro. Quando eu a
peguei no colo eu realmente vi uns cacos
espalhados pelo chão.
Minutos depois, ele vê a médica caminhando em sua direção e
se levanta.
- Como ela está? – foi logo indagando assim que ela chegou
perto dele.
- Vamos até a minha sala, assim conversaremos melhor.
- Você se chama Cristiano, estou certa? – perguntou ela meia
em dúvida.
- Nossa! Más que cabeça a minha... sim, eu me chamo
Cristiano, muito prazer. – disse estendendo a mão direita.
- Rebeca... muito prazer Cristiano.
- O prazer é todo meu Rebeca.
Antes de começar a falar, ela respondeu a pergunta dele
tranqüilizando-o .
- Ela está muito bem, fique tranquilo . Felizmente não
aconteceu algo mais grave, como por exemplo ela ter que ficar com seqüelas no
rosto.
Eu limpei o rosto dela com cuidado e apesar do rosto ter
feito vários cortes profundos, felizmente não ficou nem um caco de vidro
encravado em sua pele.
Cristiano fechou os olhos por um momento, respirou fundo e
sussurrou aliviado.
-Graças a Deus!
Minutos depois alguém bate na porta, Cristiano sente seu
coração saltar do peito.
- Pode entrar. – disse Rebeca.
Cristiano sentiu uma dor imensa no peito ao vê-la, ela
estava com um curativo no rosto direito, cobrindo a face e um Band- Aid na
testa.
O elástico que prendia o cabelo estava caído no meio,
deixando-os bagunçados.
Seu rostinho meigo estava abatido e ela aparentava estar
exausta, a camiseta do Mickey estava
amassada e com um pouco de sangue.
A vontade que sentiu de conforta-la em seus braços fortes
eram imensa, más ao invés de fazer isso agora, ele apenas puxou a cadeira que
estava ao seu lado e ajudou-a a se sentar, em seguida pegou na mão direita
dela, olhou em seus olhos e indagou baixinho enquanto acariciava sua mão.
- Como você está se sentindo?
- Eu estou bem Cris, eu só estou me sentindo um pouco
cansada, más não é nada demais.
Cristiano sorriu para ela e Rebeca disse: - Fico feliz que
você já está se sentindo melhor. – e em seguida também sorriu para ela.
Allana sorriu de volta e em seguida agradeceu.
- Muito obrigada.
Em seguida Rebeca sai da sala e deixa os dois sozinhos.
Allana olha para ele e pergunta derramando algumas lágrimas.
- Cristiano, o que aconteceu comigo? Como eu fiquei com o
rosto desse jeito?
Cristiano sentiu o coração apertado ao vê-la falando assim.
Ele ficou um pouco assustado por ela não se lembrar do que aconteceu, más não
demonstrou.
A expressão em seu rosto demonstrava dó e compaixão.
Ao invés de responder a pergunta, ele se levantou, pegou nas
mãos dela fazendo-a se levantar, a abraçou forte, acariciou seus cabelos e
apenas disse:
- Te contarei tudo
quando a gente for embora.
Logo após eles se distanciarem, Cristiano enxugou as
lágrimas do rosto dela com os polegares. Minutos depois Rebeca chegou segurando
um envelope branco grande.
Assim que se sentou, ela abriu o envelope e tirou o raio x,
após analisa-lo ela disse:
- Está tudo bem com você.
Allana e Cristiano sorriram aliviados.
Antes de irem embora, Rebeca receitou um analgésico caso ela
senti-se alguma dor e mandou ela voltar ao hospital depois de quinze dias para
tirar o curativo.
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