terça-feira, 20 de setembro de 2016

Capítulo 11 - Passado que fere

                       
Antes de ir para a empresa, Cristiano parou o carro em frente a uma floricultura e comprou duas rosas vermelhas para cada uma das garotas.
Quando entrou no carro, ligou o ar condicionado, estava muito calor.
Chegando na empresa, estacionou o veículo e caminhou em direção a sua sala.
Após cumprimentar todos que estavam ali, Cristiano disse indo em direção ao bebedouro.
- Gente más que calor é esse!
- Pois é, hoje está mais quente do que ontem. – disse Junior.
- A Allana ainda não chegou? – indagou Cristiano e em seguida bebeu o seu copo com água que havia acabado de encher.
- Chegou sim, ela foi ao banheiro. – respondeu Isabella.
- E a outra?
- Quem? – perguntaram todos.
- A Beatriz. – respondeu Cristiano, embora não quisesse mencionar o nome dela.
Todos olharam perplexo para ele.
- O que foi, por que todos estão me olhando assim?
- Eu não acredito que depois de tudo o que ela te fez ontem, você ainda tem coragem de pronunciar o nome dessa mulherzinha Cristiano. Faça-me o favor. – disse Junior já bastante alterado.
- Eu só perguntei por perguntar... más quer saber, eu acho que você tem razão... eu não sei o que deu em mim para pronunciar o nome dela.
Minutos depois, todos já estavam em seus lugares trabalhando.
Quando Allana e Beatriz apareceram juntas na sala conversando, os rapazes e Isabella não acreditaram no que viram.
- Bom dia Cristiano. –cumprimentou Beatriz olhando para ele e sorrindo.
Por educação Cristiano olhou em seus olhos e a cumprimentou rapidamente.
- Bom dia Beatriz.
Já, quando foi cumprimentar Allana, ele olhou nos olhos dela, sorriu e disse calorosamente.
- Bom dia Allana. – e em seguida, disfarçadamente piscou para ela.
- Bom dia Cristiano. – ela o cumprimentou sorrindo em seguida, depois cumprimentou o restante do pessoal e caminhou para o seu lugar.
Beatriz também cumprimentou os demais que estavam ali e em seguida caminhou para o seu lugar e começou a trabalhar em silêncio.
Cristiano deu uma olhada para ela disfarçadamente, em seguida respirou fundo e pensou:
Tomara que ela não apronte nada hoje e nos deixe trabalhar em paz. – e em seguida começou a trabalhar.
Todos trabalhavam em seus lugares tranqüilos e sossegados, parece que a Beatriz resolveu dar uma trégua para eles hoje. Ah! Como seria bom se ela fosse sempre assim.
Quando era meio dia, as meninas saíram para comer.
Elas foram comer em uma lanchonete que havia ali perto.
Assim que fizeram os pedidos, elas foram esperar na mesa.
- Nossa! Amigas, eu estou tão feliz.
Isabella revirou os olhos impaciente.
- Eu estou percebendo Beatriz e fico muito feliz por isso. – disse Allana.
Isabella que mexia em seu celular nem deu ouvidos ao que Beatriz dizia, muito menos olhava para ela.
- Será que nós podemos saber o motivo da sua felicidade? – Allana indagou feliz por estar tendo uma conversa agradável com ela e em seguida olhou para Isabella que continuava mexendo em seu celular e não estava nem ai para as fofocas de Beatriz.
Antes que Beatriz começa-se a contar, o garçom veio trazendo os seus lanches.
Assim que o garçom se retirou Beatriz começou a contar mais uma das suas histórias.
- Amigas, vocês não sabem da última. Ontem eu fui em uma festa na casa da minha amiga Brenda. Só para vocês saberem, a casa da minha amiga é toda sofisticada, linda e bem grande. Casa de rico mesmo sabem.
Isabella percebeu que enquanto Beatriz contava a sua história inventada, ela ficava se achando como sempre fazia.
Olhando disfarçadamente para Allana, Isabella percebeu que ela estava super interessada nas barbaridades que Beatriz contava. Mal sabe ela que Beatriz está inventando tudo aquilo.
- Então, como eu estava dizendo, tinha cada gato lindo naquela festa. Nossa senhora! Que você fica sem saber qual escolher.
- Nossa! Então a festa foi maravilhosa. – disse Allana sorrindo em seguida.
- Oh se foi! Eu não queria nem vir embora. Você não vai falar nada Isabella? – indagou Beatriz olhando para ela. – Parece até que o gato comeu a sua língua.
Isabella olhou para ela e deu um sorrisinho meio irônico.
- Você adora contar sempre uma história, não é Beatriz? – perguntou Isabella zombando dela.
Antes que Beatriz respondesse Allana disse: - Ela não está contando uma história qualquer, ela está relatando uma história que aconteceu com ela para a gente e está muito feliz. Que mal a nisso?
Sem Allana perceber, Isabella olhava disfarçadamente para Beatriz com fúria e ódio nos olhos, enquanto Beatriz olhava para ela com desdém.
- Eu vou ao banheiro e já volto meninas. – disse Beatriz se levantando e mexendo nos cabelos enquanto ia em direção ao banheiro.
- Ai que ódio que eu tenho dessa garota! – gritou Isabella quando ela já havia saído, estarrecendo Allana.
- Me desculpe Allana. – desculpou-se Isabella em seguida.
Allana olhou para Isabella e percebeu que ela estava furiosa.
- Eu posso te fazer uma pergunta? – indagou ela após alguns minutos.
Isabella olhou para ela e respondeu calma: - Claro que sim.
- O que foi que a Beatriz fez para você guardar tanto ódio dela assim? – indagou sem mencionar o nome do Cristiano.
Quando Isabella ia começar a contar, ela avistou Beatriz vindo em direção a elas, logo em seguida Allana também à viu.
- Depois eu te conto. – murmurou ela.
- Já voltei amigas.
Allana sorriu naturalmente para ela enquanto Isabella dava um sorriso forçado.
- Já está na hora de nós voltarmos, o horário do nosso almoço já acabou. – disse Allana para as duas educadamente.
Enquanto caminhavam em direção a sala de recepção, Beatriz como sempre continuava a tagarelar enquanto Isabella pensava: graças a Deus.










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