Assim que chegou em casa, Cristiano caminhou até a cozinha,
abriu a geladeira e pegou uma garrafa de água.
Após encher o copo, puxou uma cadeira, se sentou e começou a
pensar no que os amigos disseram.
Junior e Daniel haviam insistido para que Cristiano fosse
com eles para o barzinho para ele se divertir e ver pessoas diferentes ao invés
de ficar sozinho em casa de bobeira sem fazer nada.
Faz algumas semanas que Cristiano não saia de casa desde o
incidente em seu casamento.
Só de lembrar daquele dia, a raiva aumentava.
Cristiano deixou o copo de água na mesa, levantou-se e abriu
a porta do armário.
Na parte de baixo do armário
estavam os alimentos e na parte de cima as bebidas.
Cristiano afastou as latinhas de cervejas para o outro lado
e pegou a garrafa de uísque que havia ali.
Ele colocou a garrafa na mesa e ficou sentado ali apenas
olhando para ela.
Aquela garrafa estava guardada ali já faz alguns dias e
ainda estava fechada.
Ele nunca havia ingerido esses tipos de bebidas alcoólicas
apenas cervejas, más moderadamente, más aquela cena que ele presenciou em seu
próprio casamento deixou-o destruído. Então desde esse dia a bebida o
acompanha.
De repente passou um filminho em sua mente e lá estava ela
toda linda vestida de noiva segurando o buquê e sorridente caminhando
lentamente com o seu papai em direção ao noivo.
Distraído ele acaba esbarrando o braço na garrafa e a
derruba.
- Más que droga. – gritou ele louco da vida levantando-se e
indo até o banheiro pegar alguns jornais.
Assim que pegou os jornais, antes de passar na cozinha, ele
aproveitou pegou a mangueira no quintal e também o sabão Omo, a cândida, um
pano seco, a vassoura, o rodo na lavanderia e um saquinho plástico no armário.
Quando voltou logo em seguida, ele percebeu que o líquido já
tinha se espalhado por quase toda cozinha e estava um cheiro insuportável que
ele começou a sentir náusea.
Rapidamente ele tirou todas as cadeiras da cozinha e
levou-as para o quintal e em seguida resmungando, abriu algumas folhas de
jornais, colocou-as na parte seca do chão da cozinha e com cuidado foi pegando
os pedaços de vidro e colocando-os em cima dos jornais.
Minutos depois ele solta um grito de dor e em seguida um
palavrão.
- Ai... filha da puta.
Ele tinha acabado de cortar a palma da mão direita no caco
de vidro e estava sangrando.
Levantando-se em seguida, ele foi até a pia da cozinha,
abriu a torneira e colocou a mão ferida debaixo da água gelada.
Minutos depois,fechou a torneira, abriu umas das gavetas do
armário ao lado da pia, pegou duas folhas de papel toalha e pressionou na palma
da mão fazendo o sangue parar de escorrer e em seguida com a outra mão livre
continuou a pegar os cacos de vidro, agora sem reclamar.
Assim que acabou de pegar todos os cacos de vidro que
conseguiu, amassou o jornal com cuidado, colocou no saquinho plástico,
amarrou-o e deixou-o perto da porta da cozinha. Depois puxou todo o líquido
para o quintal e em seguida ligou a mangueira.
Alguns segundos depois desligou-a e em seguida espalhou um
pouco de sabão Omo, um pouco de cândida e depois pegou a vassoura e ignorando o
machucado na mão começou a esfregar toda a cozinha.
Assim que terminou de lavar a cozinha foi lavar o quintal.
- Ufa! Finalmente. – disse ele assim que acabou e suspirou
em seguida enquanto admirava a limpeza que ficou aquela cozinha e o quintal.
Antes de guardar os produtos na lavanderia, ele foi ao banheiro que havia do lado direito.
Assim que tirou os guardanapos da mão ele suspirou aliviado
ao perceber que não estava mais sangrando e em seguida abriu a torneira e lavou
as mãos com o sabonete, depois guardou os produtos de limpeza, lavou o pano que
usou e pegou um outro limpo no armário.
Antes de entrar na cozinha, ele colocou o pano na entrada,
pegou os sapatos que estavam perto da porta, enxugou os pés e entrou.
Quando chegou no quarto e abriu o closet, ele se sentou na
cama e ficou olhando para aquelas roupas muito bem organizadas nos cabides
desanimado.
Ele não estava com a mínima vontade de sair, tudo o que ele
queria nesse exato momento era tomar um bom banho cair na cama e ter uma boa
noite de sono.
Más ele não queria decepcionar os amigos, e eles estavam
certos. Ele precisava sair, se distrair, arejar um pouco a mente e conhecer
pessoas novas.
Agora quanto a arrumar uma nova namorada, ele descarta essa
possibilidade, isso não está nos seus planos.
Levantando-se da cama ele pegou o celular que estava na
cômoda e consultou as horas, em seguida, sem pensar duas vezes, foi tomar um
bom banho gelado desejando estar com o ânimo renovado logo após o banho.
Minutos depois, após se trocar, abriu o armário do lado
direito e começou a fazer pose enquanto se admirava no enorme espelho que havia
na porta do armário.
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