Era um dia ensolarado e propício para a realização de um
sonho que era conseguir um emprego. Allana apresentou seu Currículun ao
contador Eduardo da Empresa Construtora Dallas com a esperança de conseguir o
cargo de auxiliar naquela Companhia.
A vida de Allana não tem sido nada fácil ela perderá os pais
quando tinha quinze anos em um acidente de navio. Ela era filha única e desde
então ela teve que batalhar sozinha para sobreviver.
Allana trabalhava de dia e estudava a noite, seu primeiro e
único emprego foi em uma creche onde ela cuidava de crianças carentes.
Todas às funcionárias
da creche adoravam Allana porque ela era
sempre simpática,tratava muito bem todas elas e principalmente porque ela
cuidava muito bem das crianças fazendo com que todas elas se sentissem
protegidas e amadas.
Allana também se sentia muito amada pelas crianças. O
carinho e o amor de cada um deles fazia com que ela se senti-se mais viva e
suprisse a ausência dos pais.
Quando ela decidiu pedir demissão após três anos trabalhando
lá, as funcionárias não acreditaram e tentaram a todo custo convencê-la a
ficar,falando que a creche não seria a mesma sem ela ali,más não conseguiram
convencê-la.
O mais difícil foi quando as crianças souberam. Todos
começaram a chorar, teve alguns que falaram que ela não gostava mais deles,
fazendo com que ela se senti-se um aperto no peito e começa-se a chorar também.
Allana disse às crianças que todos eles fazem parte da vida
dela e que ela carrega cada um deles bem no fundo de seu coração e sempre que
possível viria visitá-los.
Allana começou a chorar ao se lembrar dos tempos em que
trabalhava na creche e percebeu que precisava urgentemente fazer uma visita à
eles, pois faz um bom tempo que ela não ia visitá-los.
Desde a hora em que chegará em casa até agora, ela
continuava deitada no sofá pensando.
Levantando-se do sofá, ela enxugou as lágrimas dos olhos,
pegou a sua bolsa que estava na mesa de vidro que havia no centro da sala,
pegou o seu celular dentro da bolsa e consultou as horas.
Já eram sete da noite.
Allana pegou sua bolsa, subiu as escadas e foi até o seu
quarto.
Assim que chegou em seu quarto, ela pegou uma calcinha
branca de renda e a camisola vermelha de renda dentro do armário, colocou na
cama e foi até o toalete tomar um banho demorado.
Assim que se trocou logo após sair do chuveiro ela desceu as
escadas e foi até a cozinha preparar um lanche natural com pão integral, atum,
alface e tomate.
Chegando na sala, ela ligou a televisão sentou-se no sofá
entre as almofadas e começou a degustar o seu lanche enquanto assistia o
noticiário na televisão.
Após lavar a louça ela assistiu um pouco mais de televisão,
depois fechou a janela da sala, apagou a luz e foi para o quarto.
Não, eu não posso mais fazer isso, eu prometi para mim mesma
que eu iria esquecê-lo. – pen-sou ela com amargura enquanto sentada na beirada
da cama, olhava no armário aberto a caixinha rosa decoradas de corações.
Instante depois, lágrimas amarga começaram a rolar pelo seu
rosto, seu coração começou a palpitar forte. Respirando fundo, ela enxugou as
lágrimas que caiam-lhe no rosto e tornou a olhar para a caixinha rosa no
armário. Uma parte do seu coração ainda apaixonado dizia para ela pegar a
caixinha nas mãos, abri-las, recordar o passado pela última vez e em seguida se
livrar de uma vez por todas desse tormento. Já a outra parte do coração cheio
de amargura e sofrimento dizia para ela não se render a esse encanto e sim se
livrar de uma vez por todas desse passado desastroso.
Ela sabia que o certo a fazer seria seguir a segunda opção e
estava tentando de todas as maneiras conseguir,más a sua teimosia e
principalmente a curiosidade de querer abrir aquela caixa pela última vez falou
mais alto, então ela seguiu a primeira opção.
Ela abriu de uma vez a tampa da caixinha e então aquele
passado que tanto queria esquecer voltou a atormentá-la.
Naquela caixinha haviam recordações de um ex amor a qual ela
ainda o ama muito.
Após alguns minutos olhando para a caixinha aberta, com mãos
trêmulas, finalmente ela conseguiu pegar dentro dela uma foto que estava
exposta.
Essa foto que foi tirada por uma pessoa que estava passando
por ali, eles estavam em um par- que em suas bicicletas olhando nos olhos um do
outro e com um belo sorriso estampados em seus rostos.
A foto seguinte eles estavam em uma sorveteria, ela se
lembra muito bem de todos os detalhes desse dia, que aliás foi uns dos melhores
momentos de sua vida.
Ele dizia a cada instante que ela estava cada vez mais
linda, que ele adorava estar juntinho ao lado dela abraçadinho e que ela é o
amor da vida dele.
- Canalha, falso, idiota. – murmurou com desprezo deixando
que as lágrimas amargas escorre- sem
pelos olhos. Seu coração pesado batia descompassado no peito fazendo o seu
corpo inteiro doer por dentro.
Seu corpo pedia para ela parar de ver essas recordações que
só traziam dor e mais dor e que perfuravam o coração , más a sua mente não
obedecia.
Agora ela havia pegado na caixinha um envelope rosa.
Ela abriu o envelope com cuidado e tirou de lá uma carta
rosa, em seguida abriu a carta de uma vez e começou a ler.
Na carta ele expressava todo o seu amor, sua paixão, seu
sentimento e seu carinho por ela.
Ela já havia lido essa carta diversas vezes que até já
decorou o que estava escrito.
Ele havia escrito a carta com caneta azul, sua caligrafia
era perfeita, não tinha nenhum erro de português e em volta da carta ele tinha
desenhado com caneta vermelha diversos corações lindos e escreveu em alguns a
frase “ te amo para sempre”.
No final da carta de caneta azul estava a sua assinatura
perfeita: Paulo Henrique Souza.
Ela começava a chorar novamente. A vontade que tinha era
amassar aquela carta nas mãos e colocar fogo nela, más a metade do seu coração
apaixonado não permitiu, então ela dobrou a carta e colocou de volta dentro do
envelope.
Antes de continuar a sofrer mais um pouco, Allana fechou os
olhos por um momento e respirou fundo.
De repente lá estava ela de novo com aquela bendita caixinha
mexendo na ferida do passado.
A próxima coisa que ela pegou dentro da caixinha foi mais
uma foto.
Nessa foto ela estava na garupa da moto com ele. Allana
tremeu quando olhando a foto ela percebeu que estava bem junto à ele.
A próxima foto que ela pegou, os dois estavam sorridentes em
frente à porta da casa dela.
De repente Allana caiu em prantos ao olhar mais uma foto.
Nessa foto eles estavam se beijando apaixonadamente nos lábios.
Essa foto foi tirada no mesmo dia da foto anterior.
Diferente das fotos anteriores, nessa que ela pegou, Allana
olhava para ela com uma expressão de carinho e de saudades. Vários momentos
bons vieram em sua mente,uma lágrima de emoção brotou em seu rosto.
Ela passava uns dos dedos levemente na foto e sussurrava: -
Papai, mamãe, quanta falta vocês me fazem.
Allana esperava encontrar mais fotos dos seus pais na
caixinha, más quando olhou novamente para ela, percebeu que a caixinha já
estava vazia.
Em seguida ela começou a sentir um aperto no coração.
Onde estariam as outras fotos dos meus pais,eu tenho
várias.- pensou ela e em seguida mordeu o lábio inferior.
Minutos depois ela lembrou que as fotos dos pais estavam todas
arrumadas em um álbum de fotos.
Levantando-se da cama, ela foi até o toalete, abriu a
torneira da pia e jogou diversas vezes água no rosto.
Voltando ao quarto, ela sentou-se na cama e já mais calma
olhava para todas as fotos que estavam espalhadas sob a cama decidindo o que
fazer com elas.
Sem pensar muito, ela separou a única foto dos pais que
havia ali no meio daquelas fotos e a colocou em cima do criado-mudo. Em seguida
rapidamente ajuntou todas as outras fotos, a única carta, voltou a guardar tudo
na caixinha e fechou com a tampa.
Cansada demais para pensar, deitou-se na cama, se cobriu com
o lençol e dormiu.
Eu gostei!! fiquei interessada em saber o desenrolar dessa história!! Beijos irmã!!
ResponderExcluirMuito interessante a história e cheia de detalhes.
ResponderExcluirContinue progredindo!
Rodrigo C
Obrigada primo querido, fico feliz que tenha gostado, espere que virá mais surpresas. Um super beijo
ResponderExcluirAdorei
ResponderExcluirMuito bom
Continue escrevendo com dedicação e paixão
Um grande beijo querida tia ❤️
Obrigada sobrinho do meu coração. Beijos
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