sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Capítulo 1 - PASSADO QUE FERE

                                                                                                                                                                                                                                         
Era um dia ensolarado e propício para a realização de um sonho que era conseguir um emprego. Allana apresentou seu Currículun ao contador Eduardo da Empresa Construtora Dallas com a esperança de conseguir o cargo de auxiliar naquela Companhia.
A vida de Allana não tem sido nada fácil ela perderá os pais quando tinha quinze anos em um acidente de navio. Ela era filha única e desde então ela teve que batalhar sozinha para sobreviver.
Allana trabalhava de dia e estudava a noite, seu primeiro e único emprego foi em uma creche onde ela cuidava de crianças carentes.
 Todas às funcionárias da creche adoravam Allana  porque ela era sempre simpática,tratava muito bem todas elas e principalmente porque ela cuidava muito bem das crianças fazendo com que todas elas se sentissem protegidas e amadas.
Allana também se sentia muito amada pelas crianças. O carinho e o amor de cada um deles fazia com que ela se senti-se mais viva e suprisse a ausência dos pais.
Quando ela decidiu pedir demissão após três anos trabalhando lá, as funcionárias não acreditaram e tentaram a todo custo convencê-la a ficar,falando que a creche não seria a mesma sem ela ali,más não conseguiram convencê-la.
O mais difícil foi quando as crianças souberam. Todos começaram a chorar, teve alguns que falaram que ela não gostava mais deles, fazendo com que ela se senti-se um aperto no peito e começa-se a chorar também.
Allana disse às crianças que todos eles fazem parte da vida dela e que ela carrega cada um deles bem no fundo de seu coração e sempre que possível viria visitá-los.
Allana começou a chorar ao se lembrar dos tempos em que trabalhava na creche e percebeu que precisava urgentemente fazer uma visita à eles, pois faz um bom tempo que ela não ia visitá-los.
Desde a hora em que chegará em casa até agora, ela continuava deitada no sofá pensando.
Levantando-se do sofá, ela enxugou as lágrimas dos olhos, pegou a sua bolsa que estava na mesa de vidro que havia no centro da sala, pegou o seu celular dentro da bolsa e consultou as horas.
Já eram sete da noite.
Allana pegou sua bolsa, subiu as escadas e foi até o seu quarto.
Assim que chegou em seu quarto, ela pegou uma calcinha branca de renda e a camisola vermelha de renda dentro do armário, colocou na cama e foi até o toalete tomar um banho demorado.
Assim que se trocou logo após sair do chuveiro ela desceu as escadas e foi até a cozinha preparar um lanche natural com pão integral, atum, alface e tomate.
Chegando na sala, ela ligou a televisão sentou-se no sofá entre as almofadas e começou a degustar o seu lanche enquanto assistia o noticiário na televisão.
Após lavar a louça ela assistiu um pouco mais de televisão, depois fechou a janela da sala, apagou a luz e foi para o quarto.
Não, eu não posso mais fazer isso, eu prometi para mim mesma que eu iria esquecê-lo. – pen-sou ela com amargura enquanto sentada na beirada da cama, olhava no armário aberto a caixinha rosa decoradas de corações.
Instante depois, lágrimas amarga começaram a rolar pelo seu rosto, seu coração começou a palpitar forte. Respirando fundo, ela enxugou as lágrimas que caiam-lhe no rosto e tornou a olhar para a caixinha rosa no armário. Uma parte do seu coração ainda apaixonado dizia para ela pegar a caixinha nas mãos, abri-las, recordar o passado pela última vez e em seguida se livrar de uma vez por todas desse tormento. Já a outra parte do coração cheio de amargura e sofrimento dizia para ela não se render a esse encanto e sim se livrar de uma vez por todas desse passado desastroso.
Ela sabia que o certo a fazer seria seguir a segunda opção e estava tentando de todas as maneiras conseguir,más a sua teimosia e principalmente a curiosidade de querer abrir aquela caixa pela última vez falou mais alto, então ela seguiu a primeira opção.
Ela abriu de uma vez a tampa da caixinha e então aquele passado que tanto queria esquecer voltou a atormentá-la.
Naquela caixinha haviam recordações de um ex amor a qual ela ainda o ama muito.
Após alguns minutos olhando para a caixinha aberta, com mãos trêmulas, finalmente ela conseguiu pegar dentro dela uma foto que estava exposta.
Essa foto que foi tirada por uma pessoa que estava passando por ali, eles estavam em um par- que em suas bicicletas olhando nos olhos um do outro e com um belo sorriso estampados em seus rostos.
A foto seguinte eles estavam em uma sorveteria, ela se lembra muito bem de todos os detalhes desse dia, que aliás foi uns dos melhores momentos de sua vida.
Ele dizia a cada instante que ela estava cada vez mais linda, que ele adorava estar juntinho ao lado dela abraçadinho e que ela é o amor da vida dele.
- Canalha, falso, idiota. – murmurou com desprezo deixando que as lágrimas amargas escorre-  sem pelos olhos. Seu coração pesado batia descompassado no peito fazendo o seu corpo inteiro doer por dentro.
Seu corpo pedia para ela parar de ver essas recordações que só traziam dor e mais dor e que perfuravam o coração , más a sua mente não obedecia.
Agora ela havia pegado na caixinha um envelope rosa.
Ela abriu o envelope com cuidado e tirou de lá uma carta rosa, em seguida abriu a carta de uma vez e começou a ler.
Na carta ele expressava todo o seu amor, sua paixão, seu sentimento e seu carinho por ela.
Ela já havia lido essa carta diversas vezes que até já decorou o que estava escrito.
Ele havia escrito a carta com caneta azul, sua caligrafia era perfeita, não tinha nenhum erro de português e em volta da carta ele tinha desenhado com caneta vermelha diversos corações lindos e escreveu em alguns a frase “ te amo para sempre”.
No final da carta de caneta azul estava a sua assinatura perfeita: Paulo Henrique Souza.
Ela começava a chorar novamente. A vontade que tinha era amassar aquela carta nas mãos e colocar fogo nela, más a metade do seu coração apaixonado não permitiu, então ela dobrou a carta e colocou de volta dentro do envelope.
Antes de continuar a sofrer mais um pouco, Allana fechou os olhos por um momento e respirou fundo.
De repente lá estava ela de novo com aquela bendita caixinha mexendo na ferida do passado.
A próxima coisa que ela pegou dentro da caixinha foi mais uma foto.
Nessa foto ela estava na garupa da moto com ele. Allana tremeu quando olhando a foto ela percebeu que estava bem junto à ele.
A próxima foto que ela pegou, os dois estavam sorridentes em frente à porta da casa dela.
De repente Allana caiu em prantos ao olhar mais uma foto. Nessa foto eles estavam se beijando apaixonadamente nos lábios.
Essa foto foi tirada no mesmo dia da foto anterior.
Diferente das fotos anteriores, nessa que ela pegou, Allana olhava para ela com uma expressão de carinho e de saudades. Vários momentos bons vieram em sua mente,uma lágrima de emoção brotou em seu rosto.
Ela passava uns dos dedos levemente na foto e sussurrava: - Papai, mamãe, quanta falta vocês me fazem.
Allana esperava encontrar mais fotos dos seus pais na caixinha, más quando olhou novamente para ela, percebeu que a caixinha já estava vazia.
Em seguida ela começou a sentir um aperto no coração.
Onde estariam as outras fotos dos meus pais,eu tenho várias.- pensou ela e em seguida mordeu o lábio inferior.
Minutos depois ela lembrou que as fotos dos pais estavam todas arrumadas em um álbum de fotos.
Levantando-se da cama, ela foi até o toalete, abriu a torneira da pia e jogou diversas vezes água no rosto.
Voltando ao quarto, ela sentou-se na cama e já mais calma olhava para todas as fotos que estavam espalhadas sob a cama decidindo o que fazer com elas.
Sem pensar muito, ela separou a única foto dos pais que havia ali no meio daquelas fotos e a colocou em cima do criado-mudo. Em seguida rapidamente ajuntou todas as outras fotos, a única carta, voltou a guardar tudo na caixinha e fechou com a tampa.

Cansada demais para pensar, deitou-se na cama, se cobriu com o lençol e dormiu.

5 comentários:

  1. Eu gostei!! fiquei interessada em saber o desenrolar dessa história!! Beijos irmã!!

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  2. Muito interessante a história e cheia de detalhes.
    Continue progredindo!
    Rodrigo C

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  3. Obrigada primo querido, fico feliz que tenha gostado, espere que virá mais surpresas. Um super beijo

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  4. Adorei
    Muito bom
    Continue escrevendo com dedicação e paixão
    Um grande beijo querida tia ❤️

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